Vaidade
Muitos vêem esse nome com o desprezo por um mal a ser consertado, mas não eu, pelo menos não agora e não assim. Passei um belo tempo sem entender o que vinha a ser vaidade e mais tempo ainda tentando ver algum lado positivo e no final comecei a pensar nesse lance todo e vi que poderia extrair alguma coisa de proveitosa desse pensamento todo. Esse post espero que venha a se tornar um espelho pra minha vaidade, assim como muita coisa já foi, espero que esse orgulho que venho sentido pelas coisas que escrevo se torne mais uma vez uma coisa latente em mim. Sim, pra mim vaidade, orgulho, amor próprio e mais um monte de coisas tem uma relação de interdependência exageradamente profunda. Talvez tudo o que escrever aqui venha a ser profundamente mal interpretado ou talvez criticado, não pelo texto mas pela minha postura, que alias vem a ser muito criticada nesses últimos tempos, mas enfim, não trocaria meu pensamento por um bom adjetivo. Sim, não vou dizer que seja uma coisa constante, sou vaidoso, ou melhor estou vaidoso. Passei a ver as coisas por um ângulo mais natural e menos masoquista. Durante um banho bem relaxante esse post me veio totalmente completo e com total inspiração e dedicação. Não sei quando, nem onde nem muito menos a partir de que situação comecei a germinar em mim uma espécie de orgulho próprio que acabei intitulando de vaidade, mais uma vez afirmo, nada do que escrever aqui terá o intuito de ser uma verdade absoluta nem muito menos passar a imagem de alguém que tem um instinto tão forte a ponto de querer ensinar alguma coisa a alguém. Acho que a culpa é de todo o ambiente, todos os elogios, todos os comentários favoráveis e todas as coisas que vieram a me chegar com tanto carinho que fizeram perceber que eu tenho lá o meu espaço fixo. Passei a ver que tenho voz, que tenho importância, passei a querer mais de mim e a ser mais exigente com os outros, passei a questionar mais e a querer o mínimo de reciprocidade em todas as coisas que me atrevo a mexer, se me dou por inteiro, exijo no mínimo 70% das pessoas, mas ainda assim aceito o que elas me oferecem com a maior receptividade e carinho. Acabei vendo que sei fazer coisas, acabei vendo que as pessoas me dão crédito e eu represento alguma coisa pra elas. Tudo isso aumentou minha auto-estima, me deixou mais cuidadoso, não com o corpo ou com a mente mas passei a ver o que era possível a mim pra poder melhorar, e ao ver o resultado dessas melhoras eu acabei vendo uma pontinha de vaidade e passei a ter orgulho desse meu novo cuidar e dessas coisas novas que ia descobrindo e ainda descubro. Fazer o que me é possível pra melhorar é minha imagem de vaidade, mas ainda tem mais coisas, tem os meus ciúmes que nada mais são que vaidade(Daniella Mercury já dizia isso...). Sim tenho todo o pacote vaidade: Orgulho, Amor, Auto-estima, ciúmes e provavelmente mais coisas que minha relutância e falta de prática ainda não me deixaram perceber mas vou vendo, ainda maravilhado que não é ruim ser vaidoso, alias, nunca achei que fosse, mas sempre vi vaidade como uma coisa exacerbada e sem necessidade, tudo mentira, a vaidade é o que me ajuda a ser alguém diferente do que já fui um dia, a vaidade é o que me afasta da minha fase triste, a vaidade é o que me mostra que tudo tem uma razão, a vaidade é o que me impulsiona e escrever e me inspira a cada vez escrever mais e melhor. Sim, assumo minha vaidade, não como um pecado, mas como um mecanismo de defesa e ataque silencioso que me é muito necessário em dias de campo de centeio, ver quem eu sou e como sou, mergulhar mar adentro de mim e ter orgulho disso e ter capacidade diária de melhorar, tudo isso pra mim é vaidade.Nesses dias tem acontecido coisas e essas coias estão me deixando confuso, me mostrando a falta que um pouco de vaidade está pintando, que o que me falta agora é ver o que merece ser visto. Não posso e não quero constatar que meu medo está se tornando realidade, talvez o fato de ter ido parar no médico na sexta pode não ter relação com isso, mas se meu medo for real, ou mais real do que eu imagino, vou precisar muito dessa coisa chamada vaidade. Não quero falar disso agora, a minha vaidade precisa que vire pra olhar outras coisas, saber regar a planta certa. Nesses poucos dias que me sobram antes do meu décimo nono aniversário a única coisa que posso pedir é um pouco mais de motivos pra vaidade e talvez um pouco mais de vaidade também, ou quem sabe os dois. Pedido material não preciso fazer, qualquer camisa da Renner me agrada e o que mais queria de presente (o mp3), meu papai noel já me deu (ou seria irmão noel?). Acabei fazendo esse post em um dia de semana, na minha mesinha da GINOP, gosto de escrever lá, no meio de cn08s e AWBs, a outra metade mais recente foi feita minutos antes desse post vir ao ar, e é bem isso, tanto esse post quanto eu, nesses quase dezenove estamos, um pouco velho e um pouco moço.
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