Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde nasci,como passei a porcaria da minha infãncia, o que meus pais faziam antes que eu nascesse e toda essa lengalenga tipo David Copperfield, mas, pra dizer a verdade não estou com vontade de falar sobre isso...

Sunday, January 22, 2006

Entre as mesas

Tantas coisas desde o último post, naquele dia ainda tinha pouco tempo com 19 anos, na verdade tinha poucas horas de idade nova, hoje pouca coisa mudou. Não vou nem falar sobre como é estar mais velho nem nada assim, esse é um clichê a qual passo batido e em disparada, não sinto peso nenhum da idade, não me acho nem mais velho nem mais moço, no fundo me acho um meio termo disso, como disse no nick do msn, um pouco velho e um pouco moço nesses quase 19. Não vou fazer nenhuma análise ou reflexão sobre as coisas desse angulo, não acho que fazer aniverário por si só seja um bom motivo pra um post que me agrade, pelo menos por enquanto. Quero falar das coisas que venho vendo, elas no final, são bons motivos pra posts legais, pra posts que refletem as boas vibrações desses dias, que somatizam e se juntam a outras fatores num momento bem legal das nossas vidas, falo nossa por que acho que por um angulo geral, todos estamos mais fortes, belos, esguios, corretos e decididos, e tenho por todos, todos mesmo. Quero falar dos eventos em torno disso, no final, todos eles se baseiam em uma única coisa: festa. Festejei em várias ocasiões e sobre diferentes possibilidades esse meu aniversário. Pra começar a primeira siurpresinha, ir ao shopping, comprar minhas coisinhas, meu lado fútil brigou feio com o lado deprê que estava querendo aparecer, no final, o shoppaholic ganhou com louvor e tirou os motivos pra qualquer coisa negra no líquido aminiótico. Depois no dia em si, festa pros amiuinhos de trabalho, aquela coisa bem legalzinha, comer bolo com guaraná, foi a única ve quedeixei que cantassem parabéns, mas quem disse que foram só pra mim, no final, eu, Daniel, Márcio e Júnia entremos na dança dos anos e a Sara só não foi por que émuito concorrida. Não tinha percebido isso mas espero que esse pensamento sehja verdadeiro, essa coisa toda dificilmente aconteceria com alguém do passado da Ginop, primeiro por que sim, ainda sou estagiário, depois por que estamos nos unindo mais, estreitando as relações, tornando mais agradável aquela situação e isso dá novas possibilidades e essa festinha foi uma delas. Depois a companhia calada de algumas pessoas, todos fazendo hora extra e eu lá, só fazendo hora. Ir pro shopping, discutir as pequenas coisas no metrô, ainda mantendo o mistério necessário das coisas guardadas em uma caixinha de mogno. Chegar no shopping sem a certeza de estar no lugar ceto, dar alguns passos e sentar, ficar ali, por quanto tempo não sei ao certo, nem quero saber, naquela hora o tempo parou por alguns momentos, letras, muita letras de presente, um presente meu pro mundo e um presente pra mim, quatro parágrafos, algumas muitas frases, um choro no segundo assunto, entre as luzes nas frstas do elevador e o sol dos trabalhadores. Depois, pizza, muita pizza, deliciosas, os mesmos sabores de sempre, as mesmas pessoas de sempre e a mesma alegria de sempre. Talve estivesse melhor se não fossem alguns encalços no meio do caminho, se não fossem as loucuras de sentar no banheiro e ficar ali, olhando prum espelho que não refletia ninguém, só a parede, era assim que me sentia, como se não pudesse me ver refletido no mundo, isso dá tanta dúvida, e essa dúvida me deu dor de cabeça, enquanto a dúvida doia, a ficha caia, não a minha. Acabou se a comilança, volta pra casa, ônibus caro, uma espera longa e solitária por um ônibus raro, todo mundo tinha ido e eu lá, sozinho, a espera de algo. Volta pra casa, músicas boas pra me fazer entender as coisas óbvias, e sarar a dor de cabeça. Sexta leve, sem nada, acordar, viver, dormir, nada e tudo. Sábado, ontem já, acorda, arruma daqui, desliza de lá, arruma mais e espera. A mais atrasada chegou antes, e os outros demoraram, mas vieram, a maioria, outros faltaram e senti falta e mesmo que por algum momento pude sentir que não faltou ninguém, eles estavam lá, imperceptíveis a meus olhos mas aguçados por outros sentidos. E quanta gente de diferentes momentos, e quanto gente de todos, a Emily estava lá, como sempre e como nunca, diferente a cada ano mas ainda assim a mesma em essência, de resto(não chamando os outros de resto...), amigos deliciosos estiveram por aqui e todos eles são diferentes. Tive minha amiga Glaucia, aquela que aparece as vezes e que amo sempre, ela vai seguir a vida num rumo em outro estado, por aqui só saudades. Meus amigos de boninhoda ETEOT, todos por aqui, juntinhos, conversando matando a saudade, do outro meus novos amigos, sentadinhos, na deles analisando as nossas peculiaridades, conversando fiado sobre as coisinhas que passamos nesse tempinho e lá estava eu, entre o novo e o velho, em algum lugar entre as mesas. Sim, no fundo isso reflete bem as pessoas que compõe o que sou. O amigo da escola, com sua doçura e graça intimista, nós juntos fazendo piada de nós mesmos, nós juntos fazendo piada dos outros, no final eramos só os mesmos, só que fora da escola. O amigo das saídas, dos encontros programados, da alegria contagiante, aquele com comentários abrangentes, com uma postura diferente da outa, mas no fundo é isso, e ainda tinha a família, aqueles que conhecem esse eu parente e aparente desde a existência de cada coisa que reside em mim. Poxa, como gosto disso, ser o primo, sobrinho, filho, amigo velho, amigo novo, amigão, Haroldo...ser essa coisa que mudava de brilho nos olhos a cada mesa visitava, que mostrava a mesma empolgação entre as antiguidades guardadas com o máximo de proteção, cuidado e entrega, e as coisas novas, devoradas com a sede de novidade, da empolgação pelo desconhecido e inexplorado, ver um futuro maravilhoso de descoberta de novas afinidades e a família que apesar de ser sempre a mesma, nem sempre é a mesma. A festa foi só o pano de fundo pra esse passeio por mim, por essa visão e descoberta das coisas boas, como é bom ver o resultado de tanto trabalho, ver que as amizades não mudam assim e que as amizades novas crescem se a gente quiser e se esforçar pra isso. No final,todos ali eram uma enrgia só, todos somando cores e ritmos a nossas gargalhadas e comilanças, por que festa boa, também tem que ter comida e isso teve bastante, portanto se me der licensa, vou comer um pedaço dos bolos que tem aqui.

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