Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde nasci,como passei a porcaria da minha infãncia, o que meus pais faziam antes que eu nascesse e toda essa lengalenga tipo David Copperfield, mas, pra dizer a verdade não estou com vontade de falar sobre isso...

Sunday, May 14, 2006

Uma viagem entre bancos ( !n Wonderland)

Estava eu, um pobre mortal, pensando sobre o que dizer, queria de uma vez por todas exorcizar esse alnce de jogo, queria pensar numa outra coisa pra escrever, e confesso que antes de escrever aquele mid-post de férias eu já tinha um tema para escrever. Mas aí me veio esse outro tema, e vou tentar achar um meio de escrever sobre duas coisas de uma ótica só. Voltando do meu passeio ao shopping, me deparei com um ônibus aparentemente vazio, o que é um milagre se tratando do 624, me deparei com duas opções, dois bancos paralelos, um de frente pro outro, duas opções que depois de analizar eu percebi uma certa metáfora neles, escolhi o diferente, como sempre (amo tudo que é estranho, só confio me excessões...). Fui naquele banco diferente de todo o ônibus, o que viaja ao contrário, o que tem uma visão completa de todo o resto e viaja de costas pro destino. Sim, era uma metáfora, estava mesmo viajando contra meu destino, estava numa viagem exágena ao que ela deveria ser, estava tentando fazer a coisa ir do jeito que não deveria, ir pra frente andando pra trás, querendo progredir com regressão, um erro. Mas aí percebi que não era só naquela situação, percebi que em muitas situações era isso que fazia, eu tentava, me esforçava e não alcançava nada (é impossível ser feliz sozinho). Não devo falar sobre o que fiz, sobre o que deixei de fazer, ou sobre como farei, essa é uma pergunta que nem mesmo eu sei como fazer, mas de alguma maneira meio sem lógica eu encontrei em mim uma paz muito grande, uma força que me faz olhar pras coisas que estão me fazendo bem, resolvi ser mais Alice pro apanhador não me consumir por inteiro, ou resolvi dar mais valor ao país das Maravilhas e ver que nem tudo tem que ser esse campo de centeio que eu crio. Não falo de apanhador no campo de centeio como uma coisa ruim, ou um lado pouco otimista de mim, mas falo como um lado muitio cheio de esperanças que não chegam, que eu me esforço mas que parecem estar sempre distantes de se tornarem o que espero, já disse que me divirto com os meios, então por isso não estabeleço fins. Descobri (ou melhor, redescobri), Alice em muitos sentidos, sim, estou lendo o livro, sim, coloquei no meu fotolog um trecho que falava bem sobre essa sensação de cair no chão e ão se machucar. O que eu fiz diante dessa decoberta óbvia? Mudei de banco, resolvi encarar a viagem de frente, vamos ver até onde isso vai. Vou ver se me divirto nesse percurso, vou ver se perco um pouco da esperança e caio na real, vou ver se ganho mais esperança pra poder seguir sorrindo. Fé, é isso que me falta, adoro essa palavra e sempre que penso em como dissertar sobre ela eu acabo vendo o quanto é bom ter fé em alguma coisa. Já tive muita fé nas pessoas mas me dava pouco crédito,agora vou ter mais fé no apanhador, no heroi relutante, no filho, no amigo, no irmão, no estagiário, no estudante, no eu, ei terei fé no eu (e sim, falo de mim na terceira pessoa!). As vezes a vida é irônica comigo, quando eu começo a me desesperar com alguma coisa, eu simplesmente aciono indiretamente um mecanismo que me afasta das situações que me consumem de maneira ruim, é como se guardasse encapsulado todo o amor que sinto, pela pessoa, pela atividade ou afim e a transformo num fantasma, e deixo ela de lado até que possa dar um jeito nela, a minha parte eu fiz, agora preciso de sinais pra ir em frente. Aí eu penso em coisas que a gente leva e as coisas que a gente deixa e também as que a gente abandona. Abandonei os vicios da prolixidade e sem nenhum resquício disso eu dei continuidade ao resto das coisas que tinha deixado de lado, o que levo dessa coisa é o cuidado com certas exposições e certas sensações esquisitas que não quero falar agora. O que eu deixei? Muitas coisas, era sobre legado que queria escrever, sobre como é imponente a sensação de ser parte da história, adorarei escrever sobre isso, mas em outro momento, agora, estou escrevendo de Wonderland, sentando na minha tartaruga, bebendo chá com o coelho, me sentindo tão enorme a ponto de não caber em meu próprio lar (a house is not a home). Ver a viagem corredno pra trás é mais seguro, parece que você está sempre fixo a alguma coisa e tudo o que acontece é isolado de qualquer vontade, tem a ver com aceitação passiva, as coisas acontecem e só então você se dá conta delas, quando mudei de banco percebi que deveria ver a viagem pela frente, ver o que está na minha frente e só então decidir se devo ou não abandonar o barco, se bem que abandonar nem sempre é a palavra certo pra essa retirada estratégica, vou ver as coisas do lado que me parece melhor nesse momento, vou encarar de frente, vou tentar levar tudo numa melhor, vou ver o que acontece. Até lá, não espere lucidez,não espere sanidade, não espere loucura, deixe de esperar por que eu aprendi que as vezes as esperanças não valem a espera, aprendi que nem sempre vale a pena só esperar, ir a luta no mínimo te deixará mais consciente da batalha. Dia das mães, poderia escrever alguma coisa sobre isso, mas agora vou tentar ser menos explícito em tudo, o que é da minha mãe, mando pra ela, e o ue for pra você, darei algum jeito de chegar até você (seja vcê quem for seja o que Deus quiser)

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